PAVILHÃO EXPERIMENTAL EM BAMBU

Projeto e construção de uma escultura torcida (24,0 x 4m) fabricada em bambu e orientada pelo Ateliervivo (Michael Phillips) com o artista Shaun Banner e professores e alunos da Curtin University, Austrália Ocidental.

O objetivo foi explorar as qualidades e possibilidades de construção com bambu, uma planta de crescimento rápido e com grande potencial e aplicações sustentáveis, principalmente pela possibilidade de ser usada sem processamento industrial. O material possibilita formas flexíveis e orgânicas, resistência à compressão e torção, sendo implementado em construções, estruturas de coberturas e mobiliários. Com tantas possibilidades de aplicação, gostaríamos de explorar o que mais poderia ser criado.

A construção de um estrutura torcida com um vão livre trouxe uma série de desafios para a equipe, como avaliação estrutural por parte dos engenheiros da equipe e estudo e experimentação dos detalhes de montagem e desmontagem rápidas. A forma não convencional exigiu intuição sobre as soluções pensadas.

O pavilhão foi construído no campus da Universidade de Curtin como parte da Indian Ocean Craft Triennial em outubro de 2021. Apóis  um mês de exposição foi desmontado, transportado e remontado para fazer parte da Fremantle Bienal.

Equipe

Lula Marcondes, Michael Phillips, Natan Nigro (facilitadores do Ateliervivo), Pedro Sá, Hugo Bresani (Apoio e produção).

Estudantes

Workshop do primeiro módulo:

Lucas de Lucena Rocha, João Wanderley Regueira Neto, Julia Monteiro, Icaro Cavalcante Pessoa, Lahys Katarina de Barros Alves, Maria Costa, Hadassa Medeiros

 

Workshop do segundo módulo:

Lucas de Lucena Rocha, João Wanderley Regueira Neto, Mary Rached, Sandy Vieira da Silva, Paula Torres, Gustavo Pessoa,  Raquel Rodorigo, Luana Assis, Hadassa Medeiros, Rachael Carter

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Realização

Ateliervivo e O Norte - Oficina de Criação, julho-Setembro de 2019

 
 

PAVILHÃO 2K

Uma forma de estudar e entender a arquitetura de um lugar é através do custo de sua construção. O Pavilhão 2K é um pequeno abrigo coberto pensado para espaços públicos do Recife e região metropolitana que se propõe a ser construído a um custo de até R$2.000,00.

 

Enquanto podemos observar e nos inspirar em propostas de pavilhões com forte apelo estéticos e de tendência na arquitetura, buscamos explorar como elemento condutor o custo e a disponibilidade de materiais para sua construção. Materiais como rodas de veículos, que perdem seu sem valor após o uso em muitos países, têm forte apelo popular em sua aplicação para usos não convencionais como churrasqueiras e mobiliários urbanos.

O processo de prototipagem também envolve alcançar um equilíbrio entre uma forma universal e o contexto local. Capacidades como flexibilidade, criatividade e simplicidade na solução espacial e aplicação dos materiais nos aproxima da realidade local e da arquitetura popular, como definida por Gunter Weimer (2005, Arquitetura Popular brasileira), a arquitetura feita pelos não-arquitetos.

 

Os dois primeiros protótipos foram construídos em dois workshops, o primeiro em quatro dias e o segundo em um fim de semana, no quintal do O Norte - Oficina de Criação. A estrutura foi erguida sobre uma base em rodas de carro, piso em perfil metálico barrotes e tábuas de madeira com pilares em perfil quadrado de metal e coberta com barrotes de pinus sob telhas onduladas de plástico reciclado.

Para os estudantes, na sua maioria de arquitetura, uma das descobertas na construção em escala real do protótipo foi entender como é possível inovar experimentando materiais simples e pouco usuais na construção e explorar o potencial da arquitetura com simplicidade e objetividade, aprofundando a compreensão dos limites que são impostos pelo mercado da construção subvertendo sua lógica material e econômica.

Equipe

Lula Marcondes, Michael Phillips, Natan Nigro (facilitadores do Ateliervivo), Pedro Sá, Hugo Bresani (Apoio e produção).

Estudantes

Workshop do primeiro módulo:

Lucas de Lucena Rocha, João Wanderley Regueira Neto, Julia Monteiro, Icaro Cavalcante Pessoa, Lahys Katarina de Barros Alves, Maria Costa, Hadassa Medeiros

 

Workshop do segundo módulo:

Lucas de Lucena Rocha, João Wanderley Regueira Neto, Mary Rached, Sandy Vieira da Silva, Paula Torres, Gustavo Pessoa,  Raquel Rodorigo, Luana Assis, Hadassa Medeiros, Rachael Carter

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Realização

Ateliervivo e O Norte - Oficina de Criação, julho-Setembro de 2019

 

CUBITO©

Construções feitas em tijolo, cerâmica e concreto são unânimes em Recife e Nordeste do Brasil. Enquanto existe um forte cultura da construção através do uso intensivo destes materiais também há inerentes limitações em termos de processos construtivos demasiadamente faseados e de flexibilidade limitada. 

Construções modulares baseadas em estruturas de madeira pré-fabricadas são pouco utilizadas nesta região, mas se mostram com potencial para projetos de arquitetura de espaços produzidos em quantidade e disponibilizados para clientes com capacidade de empregar serviços de um arquiteto ou mesmo para quem não tem essa disponibilidade.

O CUBITO© é proposto como uma série de protótipos para explorar e refinar o design modular em resposta às condições ambientais, culturais, sociais e do uso dos espaços na região. 

O primeiro protótipo foi construído em um workshop de seis dias em julho de 2018, no quintal do O Norte - Oficina de Criação. A estrutura em barrotes de pinus sobre uma base ajustável em metal foi revestida com chapas de compensado naval e coberta com telhas onduladas de plástico reciclado.

 

A construção em escala real ajudou no estudo e desenvolvimento das junções e na compreensão do escopo de trabalho envolvido em sua execução. Foi uma oportunidade de muitos aprendizados para a equipe, que em sua maioria eram estudantes de arquitetura, muitos dos quais estavam em um canteiro de obras pela primeira vez.

A performance do primeiro protótipo do CUBITO© vem sendo monitorada desde a sua construção em julho de 2018 com o objetivo de aprimorar seu desenho e avaliar a interação de seus materiais com o clima e ambiente urbano do Recife.

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Equipe

Bruno Lima, Lula Marcondes, Natan Nigro (facilitadores do Ateliervivo), Diego Inglez (facilitador convidado), Pedro Sá, Hugo Bresani, Lucas Izidório (Produção), Ivson Guedes (estagiário), Rodrigo Cândido (Fotografia).

Estudantes

Ana Pedrosa, Bianca Oliveira, David Maciel, João Wanderley, Josias Ribeiro, Julia Lumack, Larissa Fonseca, Lucas Lucena, Matheus de Araújo, Rafael Rangel, Victoria Sampaio, Yuri Nascimento.

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Realização

Ateliervivo e O Norte - Oficina de Criação, julho de 2018

 

MURAL STUDIO PAUS DOS FERROS

Murais podem ser pintados colaborativamente sem a necessidade de você ser um artista experiente, e é justamente isso que propomos nas sessões de Mural Studio. 

 

Os desenhos geométricos do Mural Studio foram inspirados nos padrões de patchwork, que procuram facilitar a transferência do layout do desenho para a costura. Eles buscam capturar a natureza dos objetos o mais simples possível, permitindo facilitar a representação e uma imagem assim como retratar os objetos em sua forma mais essencial.

 

Uma parte importante da abordagem do Mural Studio é a necessidade de colaboração, pois é mais fácil e rápido ao menos duas pessoas trabalharem juntas em uma figura, compartilhando tarefas e funções como fixar e desenhar as linhas guias ao mesmo tempo que se mede e marca o desenho. Outra observação é que com essa metodologia murais podem ser feitos em pouco tempo, utilizando o mínimo de materiais e ferramentas disponíveis.

 

Em Paus dos Ferros, o desafio, além do forte calor e baixa umidade do ar da região, foi retratar um pouco da fauna e flora presentes do nordeste brasileiro. Estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido foram guiados ao longo do processo por Michael Phillips e Chico Rocha para expressar em cores e formas espécies como carcará, urubu, corujas e outros animais da região.

Equipe

Michael Phillips (Ateliervivo), Chico Rocha (Facilitador convidado)

Estudantes

Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFERSA

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Realização

Ateliervivo, O Norte - Oficina de Criação e UFERSA, dezembro de 2019

 

XI BIENAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO

O Ateliervivo foi contemplado na Exposição Utilidade Pública, na XI Bienal de Arquitetura de São Paulo, aberta em outubro de 2017. 

 

O projeto Workshop Internacional de Design-build/Praça da Paz, desenvolvido nas comunidades de Beco dos Casados e Santa Terezinha, bairro de Santo Amaro em Recife, foi selecionado pelo juri para ser exposto se destacando dentro das “novas formas de ações e iniciativas que tensionam as fronteiras da prática arquitetônica, promovendo o encontro entre a arte, educação, participação social e ativismo”.

 

O projeto ficou exposto na sessão Utilidade Pública, no SESC Parque Dom Pedro II, entre 28 de outubro de 2017 e 28 de janeiro de 2018. Os visitantes puderam entrar em contato com o trabalho através de texto e imagens, que foi realizado em julho de 2017 e contou com a participação de direta da comunidade, arquitetos ingleses e australianos e estudantes.